terça-feira, 13 de outubro de 2009


Intimidade, segundo acabei de ler no dicionário, é a qualidade do que é íntimo, essencial. Isso não me satisfez, então procurei o significado da palavra "íntimo" e das muitas definições que encontrei para essa palavra duas me agradaram: 3. Muito cordial, tranquilo ou aconchegante. = acolhedor ; 6. Que diz respeito à própria pessoa ou é confidencial. (http://www.priberam.pt/). Nan Goldin, mais uma fotógrafa dos Estados Unidos (não é uma série proposital), é uma artista que busca na intimidade seu objeto de trabalho. Americana de Boston, Nan Goldin percorreu por vários clubes gays e conheceu várias pessoas, retratando os amores, as amizades, a alegria e também um grande novo perigo, uma doença que teve grande crescimento nos anos 80, a AIDS. Nesta imagem, amigos se encontram em um pique-nique, acolhedor, aconchegante, cordial, como diz a própria definição do que é íntimo. O mundo de Goldin é o mundo que não esconde o que é confidencial. São pessoas tomando banho, doentes que usam remédios, amigos que bebem. É um exercício de voyerismo e descobertas propostos pela fotógrafa. São janelas para dentro de nós mesmos.
Créditos da imagem:
Picnic on the Esplanade, Boston (1973)
Hamburg Kennedy Photographs
22 East 36th StreetPenthouse New York, New York 10016 USA
www.hkphotographs.com

Ps.: E. Raposo, tens blog? Eu adoraria agradecer a visita.

5 comentários:

Narayana Febril. disse...

Hoje cheguei à conclusão de que fotografia é uma arte com ligação tênue entre o belo(alegre) e o bizarro(triste). Uma foto tem o poder de suavizar ou adoçar mil vezes uma situação. Pode transmitir sensações muito mais densas (200 vezes mais doces que a sacarose) – e não seria realmente essa sua função?
Só queria dizer que nesse “Pequeno Diorama” as coisas parecem mais seguras.
Pelo sim, pelo não... é melhor não evitar aparecer por aqui, não é?

Theo G. Alves disse...

então brindemos à fotografia e à intimidade!

evoé!

Lusiana disse...

Eu nunca tinha percebido o quanto a fotografia nos envolve e que as várias maneira de interpretá-las tb fazem parte de nossa intimidade.Tô adorando esse blog, cada vez mais.

Thiago Leite disse...

A luz bate lá e acolá e volta para o filme assim e assado. A luz bate na impressão ali e volta para o olho aqui e parece que a luz está batendo lá e acolá e voltando para o olho aqui, assim e assado.

carla disse...

Adorei o blog!

beijos

Renata